Mulheres: jornada estendida e seus malefícios para a saúde

Ainda que as pesquisas apontem que os homens vêm tendo uma presença levemente mais relevante dentro dos lares com o passar dos anos, fazendo tarefas domésticas e cuidando de crianças e idosos, esse papel ainda é majoritariamente feminino.

Muitas mulheres trabalham durante o dia e chegam em casa à noite com o compromisso de manter o ambiente limpo e organizado, cozinhar as refeições, cuidar dos filhos e fazer diversas outras tarefas.

O trabalho realizado de dia nos comércios, indústrias e escritórios é igualmente cansativo para os homens e para as mulheres. Mas, culturalmente, os papéis ainda não são bem divididos em casa. Seja pela cultura machista ou pelos estereótipos criados ao longo dos anos, a verdade é que ainda há uma divisão injusta de tarefas domésticas nos lares brasileiros.

Contexto histórico

Desde 1970, é possível avaliar que o mercado de trabalho mundial passa por uma transformação, o que inclui o número de oportunidades abertas para as mulheres aqui no Brasil, que migraram dos lares para as empresas e indústrias. Assim, houve um considerável aumento das mulheres na População Economicamente Ativa (PEA) entre 1993 e 2005 – a participação feminina passou de 28 milhões para quase 42 milhões nesse período.

Mesmo com tantas transformações, as mulheres que ainda ocupam cargos de liderança nas empresas acabam tendo que desempenhar um papel duplo, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2009, a qual avaliou que 90% das mulheres faziam uma jornada dupla em casa e no trabalho. Já no caso dos homens, o número cai para menos de 50%.

Esse panorama vem se mantendo nos últimos anos, e as mulheres ainda gastam, em média, cerca de duas vezes mais tempo do que os homens em atividades domésticas e de cuidados com as pessoas, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.

Como isso tem impactado o ambiente de trabalho?

O acúmulo de funções, a pressão por resultados e a jornada dupla (e até tripla) de trabalho fazem com que as mulheres, muitas vezes, sejam vítimas dessa situação. É comum ver casos femininos de exaustão física e mental, depressão, ansiedade, burnout, síndrome do pânico, estresse e outros tipos de doenças relacionadas à saúde mental.

Isso pode fazer com que o desempenho das profissionais seja reduzido e sua produtividade diminuída, podendo, até mesmo, levar a demissões involuntárias e voluntárias. Em todos os casos, as mulheres e as empresas saem perdendo. 

Como esse cenário pode ser melhorado?

Por conta de toda a situação abordada acima, fica claro que a sociedade como um todo é responsável por ajudar a equilibrar essa conta. Para a sociedade, a ideia é continuar evoluindo sempre, melhorando os índices de divisão do trabalho doméstico e fomentando a cultura igualitária entre homens e mulheres.

Já para as empresas, é preciso ficar de olho nesse panorama e criar iniciativas para melhorar o cenário. Uma das principais formas de fazer isso é oferecendo benefícios flexíveis para os colaboradores. Benefícios como auxílio-creche, vale-refeição, mobilidade e saúde, por exemplo, podem fazer com que as mulheres consigam reduzir a sua carga horária fora da empresa.

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