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O que é ciclo de vida do colaborador e quais são as principais etapas

Por Ana Paula Sousa · 11 abr 2023
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O que a atração de talentos e o desligamento de funcionários têm em comum?

São etapas do ciclo de vida do colaborador, uma ferramenta que se torna cada vez mais estratégica no novo cenário corporativo, no qual proporcionar boa jornada profissional aos funcionários é tão importante quanto oferecer um aumento de salário.

Quando se fala em criar uma boa experiência para os colaboradores, é comum vir à cabeça privilégios como mesas de sinuca ou cerveja liberada a partir das 17h. Mas esse plano de gestão não se limita a esse tipo de benefício: ele diz respeito às vivências, sentimentos e percepções do colaborador em diferentes etapas de sua permanência em uma corporação, o que inclui a relação com seus pares, as possibilidades de desenvolvimento, os benefícios oferecidos, a abertura para inovação etc.

“O ciclo de vida do funcionário é fundamental para que as empresas gerenciem o desenvolvimento e a progressão de seus colaboradores, bem como para reter talentos e manter um ambiente de trabalho positivo e produtivo”, afirma a psicóloga Carla Fonseca, especialista em gestão estratégica de pessoas e sócia da Rheserva Consultoria.

Compreender as etapas da jornada do colaborador é o primeiro passo para estruturar um ciclo de vida saudável para profissionais de qualquer negócio.

Preparamos, a seguir, um um guia prático para que, além de entender mais sobre o conceito, você saiba como aplicá-la no dia a dia da sua empresa.

O que é ciclo de vida do colaborador?

“É todo o ciclo da gestão para atender às necessidades das pessoas ao longo de sua permanência na empresa, de forma a fortalecer o vínculo com ela”, explica a psicóloga organizacional Denize Dutra, doutora em administração pela UNAM – Argentina (Universidad Nacional de Misiones) e coordenadora acadêmica executiva do Instituto de Desenvolvimento Empresarial da Fundação Getúlio Vargas.

Em resumo, o profissional passa por uma série de etapas desde seu interesse por uma vaga até o desligamento, e cada uma delas compõe o chamado ciclo de vida do colaborador. Olhar atentamente para todas essas fases melhora o engajamento e mais:

Quais são as etapas do ciclo de vida do colaborador?

Segundo Carla Fonseca, as etapas do ciclo de vida do colaborador podem variar de acordo com os objetivos estratégicos de cada empresa, mas de forma geral as principais são:

1. Atração de talentos

Esta etapa tem um papel fundamental para compor times de alta performance e conquistar colaboradores mais engajados e alinhados com os objetivos da empresa. Para garantir uma boa experiência, é essencial promover processos seletivos humanizados e estratégicos para atrair os melhores talentos para a organização. Respeitando os direitos de privacidade de cada candidato e sua história de vida.

2. Recrutamento e contratação

O processo de recrutamento é fundamental para compreender se o candidato atende ao fit cultural da empresa e se ele se identifica com seus valores e objetivos. Além disso, a experiência do profissional na seleção influencia diretamente na percepção dele sobre a empresa. Por isso, a importância de ser transparente durante todo o processo, tirando as dúvidas dos candidatos e ouvindo com atenção suas necessidades e demandas.

3. Onboarding

Este passo é responsável por fazer com que os profissionais que estão chegando se sintam parte do negócio e fiquem motivados a entregar os melhores resultados desde o início. O onboarding pode ocorrer de diversas maneiras e, quando realizado da forma adequada, incentiva o profissional a ter um ótimo desempenho. Confira os pontos essenciais de um onboarding para que o colaborador se sinta confortável em um ambiente acolhedor e agradável:

  • Oferecer um kit de boas-vindas e um canal para contato com o RH;
  • Trazer informações sobre a história e a cultura da empresa;
  • Apresentar missão, visão, valores e explicar a estrutura organizacional da empresa;
  • Detalhar a função a ser desenvolvida pelo profissional e explicar o que será esperado dele;
  • Mostrar como o desempenho e a performance são avaliados;
  • Oferecer canais de feedback para que o profissional possa falar sobre seu processo de integração no novo cargo.

Leia também: A jornada do colaborador e o efeitos dos benefícios flexíveis

4. Desenvolvimento profissional

Um dos pontos mais importantes da jornada do colaborador é relacionado às oportunidades de desenvolvimento que a empresa cria para seus funcionários. A edição 2022 do levantamento “Global Talent Trends” do Linkedin, por exemplo, apontou que, para 59% dos entrevistados, o desenvolvimento profissional é a melhor forma de melhorar a cultura organizacional de uma empresa. E que uma cultura forte faz diferença para 40% dos candidatos na hora de escolher uma vaga de emprego.

“Para responder às novas demandas do mundo do trabalho, são necessárias capacidades diferentes das exigidas até então. Assim sendo, a forma de atrair, selecionar, engajar e, especialmente, desenvolver pessoas muda também”, salienta Denize.

E aqui entra um novo desafio. Para direcionar as competências individuais para os objetivos organizacionais no contexto pós-pandemia do covid-19, lideranças e RH precisam alinhar propósitos individuais ao propósito organizacional. “O gestor e o RH precisam ter uma relação de parceria”, acrescenta a especialista.

A partir desse match de objetivos e competência, é possível traçar uma jornada de aprendizado que possa não apenas capacitar os colaboradores, mas inspirar novas ideias e estimular a inovação e o lifelong learning.

5. Reconhecimento e recompensas

O reconhecimento tem um papel essencial na relação de satisfação do colaborador com a empresa. Feedbacks positivos contribuem para o senso de pertencimento no trabalho e reforçam boas práticas profissionais.

Dessa forma, é importante que as organizações tenham como filosofia reconhecer e premiar os seus empregados. “Em pesquisas recentes, os profissionais buscam ambientes com relacionamentos saudáveis, lideranças inspiradoras e remuneração ajustada ao mercado. É muito importante que a empresa monitore constantemente o que pode ser melhorado, por meio de pesquisas e conversas com as equipes”, diz Carla.

6. Retenção ou desligamento

Um ciclo de vida saudável contribui para a retenção de talentos, mas pode ser que o colaborador e/ou a empresa decidam encerrar a parceria.

Nesses casos, é fundamental que a companhia tenha políticas de desligamentos justas e respeitosas, que apoiem o colaborador no processo de transição de trabalho ou na busca por outra oportunidade profissional. Não basta agradecer pelos serviços prestados.

No caso, dos layoffs, por exemplo, estender plano de saúde, auxílio creche e vale alimentação; disponibilizar a equipe de RH para montar currículos competitivos e simular entrevistas de emprego como forma de treinamento são algumas das práticas positivas para contribuir para a recolocação profissional dos colaboradores.

Confira 5 dicas para melhorar a jornada do colaborador

Da mesma forma que o mercado de trabalho está em constante mudança, as empresas também precisam estar de olho em suas estratégias para poder alterá-las quando necessário. Ou seja, não basta estruturar a jornada do colaborador, é preciso revisá-la periodicamente para que ajustes sejam feitos, melhorando a experiência do colaborador.

Confira dicas do que pode ser aprimorado no ciclo de vida dos seus colaboradores:

  1. Incentivo à participação: os colaboradores podem assumir um papel participativo no processo de adaptação dessa jornada, dando sugestões e feedbacks que possam contribuir com a melhoria de cada etapa.
  2. Comunicação facilitada: um canal de comunicação aberto e efetivo entre empresa e os funcionários facilita a construção de relações transparentes e pautadas em confiança mútua.
  3. Treinamento de lideranças: mais do que estarem alinhados com os objetivos da organização, os líderes devem assumir um papel de inspirar, motivar e acolher os colaboradores. Por isso, a dica é desenvolver lideranças humanizadas.
  4. Foco no colaborador: “A experiência do empregado precisa ser positiva e cada vez mais personalizada para gerar percepção de valor do empregado e fortalecer a marca empregadora, não apenas como estratégia de engajamento, mas repensando toda a jornada do empregado”, diz Denize.
  5. Investimento na cultura organizacional: um bom clima organizacional é construído a partir de uma cultura consistente, que valoriza os colaboradores.

Leia mais conteúdos em nosso blog:

+ Manual do employee experience: insights, dicas e táticas para implementar

+ Case Mercado Livre: como crescer sem perder a essência

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