Redução de custos

O que é economia colaborativa, quais suas vantagens e exemplos

Por Yanick Gudim · 20 jun 2018
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A economia colaborativa, ou economia compartilhada, é um conceito recente surgido a partir da economia social. Muito pela crescente preocupação com o ESG, e clientes cada vez mais preocupados com o meio-ambiente, as organizações procuram diminuir os impactos na natureza e, é claro, reduzir custos.

Apesar do conceito parecer algo que caberia somente a grupos de amigos, a realidade não é essa. A economia compartilhada também beneficia empresas, que conseguem adquirir escala em vendas de bens e serviços e melhorar indicadores, como EBITDA.

Geralmente, as empresas que adotam este modelo operacional, parcial ou completamente, estão inseridas em um contexto peer-to-peer.

Para grandes empresas, é claro, a economia colaborativa não sustenta todo o negócio, mas para micro e pequenas talvez seja um bom caminho. Seja como for, continue lendo. Nós aprofundaremos o assunto e abordaremos os principais temas. Confira.

O que é economia colaborativa?

Trata-se de um modelo de negócios que foca no compartilhamento de produtos e serviços em vez de sua aquisição. Os exemplos mais comuns são Big Techs, como Uber e Airbnb, que não vendem, mas conectam dois pontos de interesse para resolver um problema.

Ela surgiu como uma forma de consciência ambiental e social, na qual as empresas entendem que os recursos naturais são finitos. Com isso, o conceito visa a diminuição do consumismo, sendo muito popular entre os mais jovens.

No entanto, quando falamos de grandes empresas, quais seriam as vantagens de adotar parcialmente este modelo?

Tomando como exemplo o rateio de despesas, as empresas podem compartilhar o uso ou a compra de determinado produto, ou serviço, para reduzir custos e aumentar a produtividade. Assim, há:

  • diluição dos gastos sem precisar ser de um mesmo grupo econômico;
  • redução de custos;
  • aumento de produtividade;
  • menos tempo ocioso.

Além disso, as empresas conseguem aumentar sua produtividade e ter menos tempo ocioso de equipe ou máquinas. Aquele excedente, que poderia dar trabalho à gestão de compras ou estoque, pode ser aproveitado desta forma.

E para as micro e pequenas empresas, quais as vantagens da economia colaborativa?

As micro e pequenas empresas, principalmente aquelas que estão em começo de jornada, enfrentam certas dificuldades. No entanto, através da economia compartilhada, as pequenas organizações conseguem conquistar seus primeiros clientes.

Claro que para prosperar, uma organização precisa ter um fluxo de caixa, pagar seus colaboradores e movimentar dinheiro. No entanto, em um primeiro momento, a troca de serviços pode ser um caminho quando a contratação se mostra custosa, por exemplo.

Neste sentido, uma microempresa de contabilidade pode ‘trocar’ seus serviços com uma desenvolvedora de sites, beneficiando ambas as partes. Além disso, é uma ótima forma de espalhar o nome do seu negócio e se tornar conhecido, quando o trabalho é bem feito.

Peer-to-peer: a junção do útil ao agradável

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A expressão talvez pareça chula, mas é uma forma de descrever o novo modelo de negócio chamado peer-to-peer. De forma resumida, este modelo consiste em conectar duas partes de interesse, na qual uma quer comprar e a outra vender.

Os exemplos mais clássicos são o Airbnb e o Uber. No entanto, aqui também encontram-se empresas que conectam investidores-anjo a empreendedores e de pessoas que procuram empréstimos com aquelas que têm dinheiro para emprestar.

Dessa forma, é possível dizer que o modelo peer-to-peer é uma forma das pequenas empresas se unirem à economia colaborativa. Enquanto isso, para as grandes corporações é uma oportunidade de procurar por inovação.

Seja como for, se para os micro e pequenos empreendedores é uma forma de adquirir clientes, para as grandes empresas trata-se da possibilidade, oportunidade e necessidade de se renovar.

Como implementar um modelo de economia colaborativa no seu negócio?

Seja referente às despesas, viagens corporativas ou procurando a inovação, alguns requisitos precisam ser atendidos para que esta empreitada dê certo. Além disso, os pontos observados mudam de pequenas para médias e grandes organizações.

Mesmo assim, algumas questões são comuns, como:

  • experiência do usuário;
  • redução de custos;
  • parcerias.

Experiência do usuário

Se por um lado é preciso garantir o bem-estar em viagens corporativas, por outro, as plataformas, produtos e serviços precisam atender às expectativas.

Dessa forma, seja pelo Duty of Care através do Airbnb ou pela praticidade de um marketplace, a instituição precisa garantir uma boa experiência dos seus consumidores.

Redução de custos

O principal objetivo de optar pela economia compartilhada, além da preocupação com o meio ambiente, é fazer a redução ou contenção de gastos. Mas, quando este objetivo não é alcançado, a empresa precisa adequar a rota, seja na compra de passagens ou matéria-prima.

Mais adiante encontra-se um exemplo de uma ideia ótima de economia colaborativa que não deu certo porque não geria bem as contas.

Parcerias

Seja para os pequenos negócios que estão começando ou grandes companhias que desejam negociar acordos, as parcerias são fundamentais para o sucesso do modelo. É através delas que os gestores e diretores conseguem preços melhores e reduzem custos.

Já para os pequenos empreendedores, trata-se de uma forma de se fazer conhecido, expandir o networking e conseguir indicações.

Quais são os pilares da economia colaborativa?

A economia compartilhada é baseada em 3 pilares, sendo eles:

  • social: com o aumento da importância das pautas sociais e ambientais, este modelo é baseado em conceitos de sustentabilidade empresarial. Assim, ele incentiva e preza pelo desenvolvimento da comunidade;
  • econômico: com a economia colaborativa há maior flexibilização do excedente produzido, sendo possível dar vazão a ele e reduzir o desperdício;
  • tecnológico: como, geralmente, é feito através de plataformas, a base tecnológica é o facilitador e mediador, sendo o que colabora para a economia compartilhada acontecer.

Exemplos de economia colaborativa de grandes empresas mostram seu potencial lucrativo

Aplicativos como o enjoei, Airbnb e Uber já são conhecidos dos consumidores como apps de economia compartilhada. No entanto, para as organizações este caminho é menos claro e não tão simples.

As grandes corporações podem participar de marketplaces como Mercado Livre, por exemplo, e aproveitar essas tecnologias para chegar ao consumidor final. No entanto, esse caminho nem sempre é feito dessa forma.

Na verdade, o mais comum é que as organizações criem seus próprios marketplaces, por desenvolvimento próprio ou contratando terceiros. Dessa forma, as corporações conseguem oferecer seus produtos ou serviços sem concorrer com terceiros.

Com isso, elas garantem exclusividade, praticidade e retenção de seus clientes. Logo, trata-se de uma área ligada à inovação empresarial. Confira a seguir alguns exemplos de economia colaborativa feita por grandes empresas.

A Nestlé e o People Match, uma forma de transformar hobbies em novos projetos

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Esta forma inovadora de economia colaborativa da Nestlé aproveita as habilidades de seus colaboradores para inseri-los em novos projetos. O aplicativo permite que as lideranças procurem pessoas com diferentes perfis, habilidades e interesses conforme seus interesses.

Assim, um gestor trabalhando em um projeto pode encontrar e formar a melhor equipe para uma tarefa com base em suas competências. Com isso, os colaboradores têm a oportunidade de trabalhar em novas atividades que conversam com seus hobbies.

A ideia do aplicativo é conectar as habilidades da vida profissional e os interesses da vida pessoal para que os profissionais vivam novas experiências em projetos sobre assuntos que os inspiram.

General Electrics e Quirky, uma ideia que não deu certo, mas que era ótima

A GE é uma multinacional mundialmente conhecida especializada em eletrodomésticos. No entanto, chega um momento que o crescimento chega a um teto e resta somente a atualização e incrementos em produtos já existentes.

Neste cenário, entra a Quirky, uma startup de tecnologia e invenções, semelhante a um crowdfunding. A GE adquiriu a empresa para conectar os inventores à empresa, descobrindo novas patentes e ganhando um novo mercado.

No entanto, um erro de contabilidade e fluxo de caixa, o qual se pagava mais pelas patentes do que se ganhava com vendas, levou a Quirky ao seu encerramento. Mesmo assim, é um exemplo de economia colaborativa feito em grandes organizações.

Economia compartilhada em viagens corporativas

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O setor de viagens a trabalho é repleto deste modelo compartilhado. Diversos apps e big techs facilitam a rotina dos colaboradores que viajam, como a Uber, Airbnb, entre outros. Enquanto aplicativos de transporte facilitam o deslocamento em cidades, os de reservas facilitam a hospedagem.

Seja como for, eles garantem a praticidade e evitam, muitas vezes, gastos maiores. Mesmo assim, em ambos os casos é preciso pesquisa e respeito à política de viagens corporativas. caso contrário, aquilo que visa redução de custos, geraria ainda mais.

Dessa forma, documentos como as políticas são essenciais para reduzir custos em viagens porque definem limites. São eles que estipularão o quanto pode ser gasto, quando e como.

No entanto, definir essas diretrizes não é fácil. Definir o que é ou não é reembolsável, colocar limites de gastos por categoria e prazos para prestação de contas exige cuidado.

Fazer um documento como esse pode demorar algumas semanas, o que pode significar trabalhar horas a mais ou mesmo nos finais de semana.

Para evitar isso, baixe nosso modelo de política de viagens corporativas, economize tempo e facilite a construção de outros documentos.

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Contar com aplicativos, mesmo que não de economia compartilhada, também facilita a rotina dos viajantes. A solução de viagens da Flash Expense, disponível em 2 das 3 versões existentes, garante total facilidade aos colaboradores e gestores.

Em uma única plataforma, é possível reservar sua hospedagem e comprar passagens aéreas. Futuramente, a plataforma permitirá a reserva de hotéis internacionais e fazer a gestão de bilhetes não voados.


Quer saber mais sobre as soluções da Flash Expense?

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Para empresasempresa@flashapp.com.br
Para Colaboradoresfalecom@flashapp.com.br
Imprensaflash@nectarc.com.br


CNPJ 32.223.020/0001-18

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Rua Eugenio de Medeiros, 242, Pinheiros, São Paulo/SP, CEP: 05425000.

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