Como o benefício flexível impacta a saúde mental do colaborador?

Conhece as políticas de benefício flexível? Além de melhorar a produtividade, elas também podem ajudar a saúde mental das equipes. Entenda mais neste artigo!

Muito antes do novo corona vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que o Brasil sofria com uma outra pandemia: a ansiedade. De acordo com dados da instituição, o país está no ranking das nações mais ansiosas do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros – ou seja, o total de 9,3% da população – sofrendo com o transtorno.

Diversos fatores contribuem para esse cenário, sendo o estigma em torno da saúde mental um dos maiores deles. Independentemente das razões que levam a nossa população a sofrer com a ansiedade, a verdade é que esse é um problema que afeta diretamente a vida pessoal e profissional daqueles que precisam lidar com a condição. 

Sendo assim, esse vira um tema de extrema importância para equipes de Recursos Humanos (RH) e empresas que se preocupam com o bem-estar de seus colaboradores. Mas, afinal, como uma política de benefício flexível pode ajudar nesse cenário? É sobre isso que falamos neste artigo. Tire suas dúvidas!

Como a saúde mental dos colaboradores impacta as empresas?

Enquanto gestores e empresários, é fácil analisar a empresa apenas pelo aspecto matemático e reduzir todos os resultados a números. Essa prática, entretanto, negligencia o aspecto humano, um fator muito importante para o crescimento de qualquer empresa.

Com uma equipe que sofre com as consequências de problemas de saúde mental, uma empresa pode experimentar problemas com o rendimento de seus colaboradores, aumento do absenteísmo e das taxas de turnover.

O papel do RH na saúde mental dos colaboradores

Dentro de uma empresa, o RH tem a missão de criar uma ponte entre os interesses da empresa e das equipes, trabalhando para criar um ambiente horizontal, onde as trocas de experiências e o diálogo aberto são encorajados.

Existem muitas políticas que podem ser aplicadas em prol da saúde mental dos colaboradores, tais como as avaliações de bem-estar, incentivo ao cuidado com a saúde mental, criação de um modelo de gestão transparente, dentre outras. 

Ainda que o salário emocional seja vital para a satisfação de um colaborador, nenhum aspecto da vida profissional é mais importante do que a compensação financeira. 

É por isso que gestores de Recursos Humanos precisam ter em mente que fatores como a remuneração e o pacote de benefícios oferecido podem impactar diretamente a satisfação do colaborador com a empresa, potencialmente aliviando o estresse financeiro, um agente crucial para a manutenção da saúde mental.

Benefício flexível contribui para a saúde mental dos colaboradores?

O benefício flexível é uma tendência entre empresas há alguns anos. Seu intuito é oferecer mais liberdade e poder de escolha para colaboradores, enquanto facilita a gestão de políticas de benefícios corporativos para equipes de Recursos Humanos. 

Esse modelo de benefício conta com mais opções para que os colaboradores escolham quais atendem melhor às suas necessidades e preferências. A empresa escolhe alguns tipos de benefícios e o colaborador pode optar por utilizá-los da forma que achar melhor.

Um colaborador que está cada vez mais insatisfeito com o transporte público e deseja comprar um carro pode optar por receber o benefício de mobilidade por meio de um valor para colocar combustível no automóvel. Assim, ele não precisa utilizar o benefícios apenas para comprar passagens de ônibus, mas para ter um conforto maior na hora de ir e voltar do trabalho. 

Para os que sofrem com o trabalho nos escritórios e preferem trabalhar em casa, longe do “agito”, a empresa pode oferecer o Auxílio Home Office dentro do pacote de benefícios flexíveis. Com essa solução, o colaborador tem mais fundos para pagar contas de internet e de luz, por exemplo.

Além do plano de saúde tradicional, os benefícios flexíveis podem incluir modalidades de bem-estar e cuidado pessoal que incentivam os colaboradores a priorizarem sua saúde mental, tais como parcerias com aplicativos de meditação, academias e clínicas de psicologia. 

A chave para o sucesso dessa estratégia está na praticidade do uso desses benefícios. Os colaboradores podem usar o seu saldo como preferirem – dentro das possibilidades oferecidas pela empresa – sem passar por processos burocráticos. Isso pode contribuir para o autocuidado e, consequentemente, para o aumento da satisfação.

Como implantar a política de benefícios flexíveis na empresa?

Para implantar uma política como essa, a primeira coisa que a empresa deve fazer é contar com uma parceira especializada, como é o caso da Flash. Isso previne equívocos no momento da implantação, já que é preciso avaliar o regramento das convenções coletivas de trabalho antes de flexibilizar a cartela de benefícios.

Também é válido fazer uma pesquisa entre os colaboradores para entender o que eles mais precisam em termos de benefícios. Se todos estão atuando em home office, uma pesquisa pode descobrir que eles preferem soluções voltadas à alimentação e saúde em vez de transporte, por exemplo.

Depois, o melhor é montar uma estratégia para divulgar a nova política da empresa para os colaboradores. A comunicação interna fará com que todos fiquem cientes de que a empresa os valoriza e busca atender melhor às suas necessidades. Isso pode fazer com que a satisfação e a retenção de talentos aumentem.

Qual é a importância de implementar o benefício flexível em uma empresa?

Com o crescente desenvolvimento do mercado de trabalho, os profissionais levam em consideração muitos outros fatores para além do salário na hora de aceitar uma nova oferta de emprego. 

O pacote de benefícios é cada vez mais um elemento crucial no processo de atração de talentos, e se uma empresa deseja manter suas equipes atualizadas e produtivas, precisa responder a essa tendência. 

Outra vantagem da implantação dos benefícios flexíveis é o valor agregado que esses benefícios possuem. Conforme uma pesquisa realizada em 2019 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), quase 40% dos colaboradores admitem vender seus benefícios para terceiros.

Essa prática, além de ilegal para quem a realiza, faz com que a empresa invista um dinheiro para a satisfação e a retenção de seus colaboradores, mas coloque uma parte “no lixo”. Os colaboradores vendem os vales para terceiros com uma diferença de preço para que consigam pagar outras contas.

No entanto, se eles pudessem usufruir dos benefícios flexíveis, isso não seria preciso. Um colaborador que tem carro não precisaria vender o seu vale-transporte para comprar combustível… ele apenas utilizaria o seu cartão flexível para ir até o posto de gasolina e abastecer o seu carro.

 

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