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Como reproduzir o “momento do cafezinho” com times remotos

Por Tatiana Sendin, da Think Work · 10 nov 2022
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Não há dúvidas de que uma das maiores transformações que a pandemia trouxe foi a nossa relação com os escritórios. De repente, nosso estilo de vida anterior começou a não fazer mais sentido: enfrentar trânsito, transporte público lotado e perder horas com a ida e a volta do escritório deixou de ser visto como algo aceitável. Reconhecendo os benefícios do trabalho remoto e híbrido, muitas empresas decidiram manter esses modelos mesmo com o fim do isolamento social. Logo, ir para a companhia todos os dias e ver os colegas com frequência deixou de fazer parte da rotina de muita gente.

E é aí que moram as dificuldades. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que sete em cada dez funcionários não conseguem socializar com os colegas de trabalho por estarem atuando remotamente todos ou alguns dias. E isso pode ter consequências consideráveis. A desconexão com a empresa, os líderes e os pares é um dos principais motivos por trás de pedidos de demissão, segundo o mesmo estudo.

Longe de ter perdido importância, o contato com pessoas aumentou depois da pandemia. De acordo com a Gallup, a necessidade de ter amigos no emprego se intensificou. O problema é que, ao mesmo tempo, a maioria dos profissionais não quer abrir mão da flexibilidade e da possibilidade de fazer home office. Outro estudo recente indica que para 55% das pessoas não ter a opção do trabalho híbrido ou remoto é motivo suficiente para pedir demissão.

Fica, assim, a questão: como dar conta da necessidade dos funcionários de terem conexões significativas sem obrigá-los ao trabalho presencial?

Se você pensou em fazer mais reuniões online, é melhor ir com calma. Nos últimos anos, expressões como “fadiga do Zoom” e “essa reunião poderia ser um e-mail” se popularizaram – e não foi à toa.

Encontros desnecessários não só são cansativos como podem representar um desperdício de até US$ 100 milhões para as grandes organizações, de acordo com uma estimativa de um professor da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Além de minar a produtividade, eles também tomariam tempo à toa: a conclusão é de que os profissionais não precisariam estar presentes em quase 1/3 das reuniões.

E, claro, videoconferência em excesso pode ter um impacto negativo na saúde mental. Olhar constantemente para a tela, ficar o tempo todo alerta de como se está aparecendo para os outros (na vida real, não conversamos sempre com um espelho mostrando nosso reflexo) e, por vezes, ter de interagir com muito mais gente do que normalmente faríamos no presencial são fatores que nos deixam exaustos.

Momentos que importam

Para garantir momentos de conexão no modelo híbrido e remoto, é preciso ser intencional. Afinal, a dinâmica é diferente: os encontros que acontecem de forma espontânea no mundo físico, como aquela pessoa que é chamada de última hora para participar de uma reunião, ou uma conversa que acontece na fila do refeitório ou entre aquele almoço com colegas, não se reproduzem no online.

Assim, é preciso gerar essas oportunidades e, na medida do possível, torná-las mais informais e leves, para que os funcionários possam, de fato, se sentirem à vontade para ser quem são, tornando as trocas genuínas.

Companhias como a Coca-Cola, por exemplo, têm investido em happy hours virtuais e usado a rede social interna para aproximar as pessoas. Já outras, como a Hurb, aproveitam datas comemorativas para promover eventos diferentes, como uma caça aos ovos no Instagram durante a Páscoa e um amigo-oculto, no qual o colega poderia enviar uma entrega de Ifood para a pessoa sorteada.

Outras possibilidades são realizar eventos específicos, como visitas online a museus que oferecem essa experiência, como o Louvre e o Metropolitan, para engajar os funcionários de uma forma diferente; ou fazer dinâmicas como escape rooms, que, ao mesmo tempo em que são lúdicas, exigem colaboração e interação para que os participantes consigam resolver as pistas. Por outro lado, uma iniciativa mais simples, mas que também pode ser interessante, é incentivar momentos de descontração e de conversa mais informal no início de cada reunião, antes de entrar na pauta do dia. Dessa forma, os funcionários podem ter mais oportunidades de trocar entre si, sem necessariamente lotar o calendário com mais eventos online.

No caso de encontros híbridos, vale pensar com cuidado na experiência dos funcionários em casa. Um dos perigos é eles se sentirem excluídos e pouco engajados por só ficarem assistindo pela câmera o que está acontecendo no presencial. Uma ideia, por exemplo, é aproveitar um encontro como o café da manhã com o presidente para enviar uma cesta com comidas e bebidas para aqueles que estão em casa também se sentirem incluídos e motivados a participar.

No modelo híbrido, aliás, outra aposta é tornar os momentos no escritório os mais significativos possíveis. Afinal, de nada adianta os funcionários irem trabalhar presencialmente e ficarem mergulhados em reuniões. Aproveitar a presença de todos para promover atividades de interação, de colaboração e inovação é uma forma de incentivar que as pessoas se conheçam e criem laços. Um exemplo disso é o do Grupo Heineken, que começou a permitir que os funcionários levassem um convidado para os happy hours presenciais, que passaram a acontecer diariamente nos escritórios corporativos de São Paulo e Itu.

As possibilidades são muitas. O mais importante é que cada empresa teste que tipo de evento funciona para seu público. Usar ferramentas de pesquisa e abrir o espaço para que os funcionários possam dar sugestões e feedbacks é importante. Sabendo ouvir o que eles têm a dizer e fazendo os ajustes necessários, com certeza a organização estará no bom caminho para criar um ambiente melhor e com mais conexões.

Afinal, o que é importante para a sua empresa?

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