Benefícios que realmente beneficiam: como o RH pode adaptá-los ao trabalho híbrido

Por Alana Mendes de Azevedo, Chief People & Culture Officer na Flash
Benefícios

O sonho de quase todo trabalhador, até 2019, era ter um pacote de benefícios robusto, com o clássico vale-alimentação, vale-refeição, vale-transporte e um bom plano de saúde — direito à academia e auxílio bolsa de estudos eram exceções, mas bastante desejadas. É fato que, desde aquela época (e é um tanto quanto estranho pensar em 2019 como “aquela época”), algumas empresas já vinham repensando suas formas de oferta de benefícios, com a “flexibilidade” de trocar o VA pelo VR ou dividir o valor de um entre os dois cartões, por exemplo.

Tudo — com bastante ênfase no tudo — mudou com a pandemia da covid-19. Fomos colocados dentro de nossas casas durante um bom tempo, e muitos dos benefícios ofertados se tornaram obsoletos (pouquíssimas pessoas utilizaram o vale-transporte no ano passado, por exemplo), enquanto outros se tornaram mais necessários do que nunca (como auxílio internet) o que tornou necessária e ainda mais pungente a discussão sobre como a área de recursos humanos pode gerir melhor o setor de benefícios, algo tão importante para reter, atrair e fidelizar os talentos.

Agora, com a volta ao trabalho que, em muitos casos, será híbrido, nasce ainda outro desafio: como desenvolver um pacote de benefícios ideal para segurar a barra do home e do office? Como dizem por aí, não seria essa a pergunta de um milhão de dólares? Para nós, da Flash, não é uma resposta tão complicada assim.

Antes de tudo, acredito que precisamos pensar em nossos colaboradores como nossos principais consumidores. Pense na Netflix e em outras plataformas de streaming: o lançamento de uma série nova nunca é arbitrário e parte de uma série de pesquisas, testes, e é geralmente feita com base no que o público tem buscado. Cito aqui a Netflix exatamente por seu talento em encantar os clientes, mesmo quando a série preferida deles é cancelada (o que é um feito e tanto). O streaming também recomenda seus conteúdos com base no que os clientes mais assistem, levando em conta as suas preferências e interesses, mostrando para eles apenas o que pode ser mais relevante.

Aqui na Flash tentamos seguir o mesmo caminho. Para isso, nos fazemos algumas perguntas: Qual é a necessidade dos nossos colaboradores? O que eles querem? Será que realmente faz sentido oferecer o mesmo pacote de benefícios para todos os funcionários? Como eles pretendem usar a saúde, o entretenimento, o estudo, o lazer? E, dessa forma, entendemos que nem sempre o que funciona bem para um, funcionará para o outro.

Em tempos de experiência do usuário em foco, pensar na experiência do colaborador faz toda a diferença. Por exemplo, uma pessoa que optar por trabalhar os cinco dias da semana na empresa com a melhora da pandemia, provavelmente precisará de um vale-refeição mais alto, bem como vale-transporte, auxílio estacionamento etc. O colaborador que, por sua vez, for ao escritório algumas vezes durante a semana, pode preferir por alocar seus recursos de transporte em um auxílio-academia. E, aquele que ficar em regime remoto total, pode preferir algo que o auxilie a pagar as contas de luz e internet, que aumentaram com o home office.

Em nosso escopo, encontramos uma solução que, para nós, funciona. Desenhamos uma grade que inclui uma série de benefícios e todos os colaboradores têm um número determinado de pontos que podem ser distribuídos entre os benefícios que a pessoa achar mais importante. Digamos que você prefere um plano de saúde melhor a um vale-alimentação alto: basta tirar pontos de um e alocar no outro. E isso vale para tudo que oferecemos.


Muitas vezes, vejo o benefício sendo um transtorno para o colaborador, seja porque não é aceito em determinado lugar, seja porque ele representa um custo alto, como uma coparticipação desalinhada com a faixa salarial dele — o que era para ser algo positivo, então, se torna um pesadelo. Para mim, é esse o futuro dos benefícios em tempos de trabalho híbrido. É repensar na individualidade e dar ao funcionário o espaço para que ele tenha seus benefícios (e seu destino) em suas próprias mãos. Dessa forma, meus benefícios preferidos são os que refletem a necessidade dos colaboradores.


Os benefícios precisam significar o que a palavra diz, e, acima de tudo, precisam refletir as necessidades do colaborador. Nesse caso, não é o RH ou a liderança que dita o que o funcionário vai e pode receber, mas ele mesmo. Já falamos há anos sobre a importância de tratar o colaborador como consumidor e agora, mais do que nunca, isso se tornou mais do que uma necessidade: é essencial.

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