As mulheres e a síndrome de burnout

A síndrome de burnout tem relação direta com o ambiente de trabalho, especialmente quando falamos das mulheres. No caso delas, o acúmulo de funções em casa e a grande pressão exercida no ambiente de trabalho podem desencadear graves problemas de saúde.

Veja, neste artigo, o que é o burnout e como essa doença pode afetar principalmente as mulheres.

Síndrome de Burnout pode afetar principalmente as mulheres

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout – também chamada de síndrome do esgotamento profissional – é uma doença ocupacional vinculada ao Código Internacional de Doenças (CID), criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e é representada pelo número 11. 

O distúrbio nada mais é do que uma exaustão mental causada pelo trabalho. As pessoas que sofrem com essa doença normalmente possuem uma rotina de muitas tarefas, pressão por resultados, tensão emocional e outros problemas relacionados.

Por que as mulheres estão sendo mais afetadas? 

Segundo uma pesquisa da Great Place to Work em parceria com a startup Maven, as mulheres que trabalham fora possuem 23% mais chances de desenvolver burnout do que homens na mesma situação. 

Isso acontece devido à jornada estendida das mulheres, que muitas vezes precisam fazer as tarefas domésticas, cuidar dos filhos e, ao mesmo tempo, desenvolver suas carreiras profissionais. Para dar conta de tudo isso, elas podem ficar muito ansiosas, pressionadas e sobrecarregadas – o que leva à síndrome de burnout.

Relação entre home office e síndrome de burnout

Durante o período de isolamento social, em que muitas empresas migraram para o home office, grande parte das mulheres se viram em uma posição muito difícil. Por ficarem em casa, as tarefas domésticas dividiram espaço com as tarefas profissionais.

Sem a ajuda de funcionárias(os) do lar, creches ou escolas para as crianças, várias tarefas ficaram concentradas em casa, ambiente em que as mulheres estão propensas a trabalharem mais devido à imposição de alguns estereótipos culturais.

Dessa forma, segundo a pesquisa Women in the Workplace 2021, 42% das 65 mil mulheres entrevistadas sofrem com sintomas da síndrome de burnout. Antes da consolidação do home office nas empresas em 2020, essa taxa era de apenas 32%, o que demonstra um aumento considerável ligado ao trabalho remoto.

Sobrecarga feminina e o acúmulo de funções

Em casa, muitas mulheres acumulam funções domésticas, como limpeza, organização, cuidado com os filhos, preparação de receitas e outras atividades. Geralmente uma mulher que faz home office tem que lidar com tudo isso e ainda dar o máximo para cuidar de sua carreira.

Sem poder mostrar a que veio dentro dos escritórios, as pessoas acabaram aumentando sua produtividade em casa. A diferença é que, no caso das mulheres, fazer isso e ainda cuidar da casa e da família diariamente é extremamente exaustivo.

As desigualdades de gênero e a pressão no ambiente de trabalho

Muito se discute sobre a igualdade de gênero nas empresas, mas o fato é que algumas áreas ainda são predominantemente masculinas. As mulheres recebem 77% menos do que os homens, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Existe uma grande pressão para que a mulher tenha uma performance de excelência na sua carreira, como esposas e como mães. Tudo isso pode levar a doenças como a síndrome de burnout, que não só prejudicam o desempenho como impedem grandes profissionais de alavancarem suas carreiras.

Dicas para evitar a síndrome de burnout

Para evitar o burnout, o ideal é que as empresas mantenham o diálogo aberto com seus colaboradores, entendendo seus limites de produtividade e como podem equalizar os benefícios às necessidades das equipes.

Uma boa pedida é contar com os benefícios flexíveis, que ajudam os colaboradores a terem uma vida mais tranquila fora do trabalho. Algumas opções são os benefícios de mobilidade, saúde, Auxílio Home Office e auxílio-creche.!

Saiba mais sobre a relação entre saúde mental da mulher e trabalho:
+ Síndrome da Impostor – a necessidade de repensar o termo
+ Saiba como as empresas podem cuidar da saúde mental da mulher no ambiente de trabalho

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