A Grande Renúncia: a relação dos trabalhadores e empregadores

Um fenômeno conhecido como “The Great Resignation” (ou, em tradução literal, “A Grande Renúncia”) tem se popularizado cada vez mais nos Estados Unidos. Ele implica no pedido de demissão de funcionários em massa nas empresas.

A renúncia desses profissionais chegou a 4 milhões em abril deste ano, e o número total de pessoas que deixaram seus empregos nos EUA já chega a 25 milhões, cerca de 15% de toda a mão de obra do país.

Ainda não sabemos se esse fenômeno chegará ao Brasil, afinal, ele chegou aos EUA e ao Reino Unido, mas na Austrália, por exemplo, não se manifestou. Apenas com o tempo e com a retomada da economia é que vamos saber se isso afetará o mercado de trabalho e a economia brasileira.

Continue lendo para saber mais sobre os motivos da “Grande Renúncia” e saiba como os benefícios flexíveis podem ajudar!

Como os empregadores levaram os trabalhadores a pedirem demissão

A pandemia, embora ainda não tenha acabado completamente, parece não assustar mais um grande número de empregadores em todo o mundo. Especialmente nos EUA, é possível notar que as escolas e o comércio, por exemplo, estão retomando suas atividades rapidamente.

Isso resulta na retomada dos colaboradores também. Porém, o que se tem sentido é uma falta de cuidados e um despreparo para receber esses funcionários novamente com segurança e condições de trabalho adequadas.

Razões

Entre os principais motivos do fenômeno “A Grande Renúncia” está a busca pelo bem-estar no trabalho, algo valorizado pelos colaboradores. Devido ao risco trazido pelo coronavírus, um retorno ao trabalho que não tem como prioridade o cumprimento dos protocolos de segurança contra a doença acaba levando muitos funcionários a deixarem seus empregos.

Outros fatores que contribuem para as demissões em massa são a vontade de mudar de vida e o novo olhar que as pessoas adquiriram durante a pandemia, voltado, principalmente, à importância de passar mais tempo em casa e com a família.

Além disso, algumas pessoas já queriam pedir demissão em 2020, mas tiveram que esperar a retomada da economia para fazer isso, afinal, em maio do ano passado, o desemprego chegava ao alarmante índice de 14,7% nos EUA, ou seja, seria um péssimo timing para se demitir. 

As condições de trabalho exaustivas a que os trabalhadores são submetidos em alguns locais também colaboraram para muitos pedidos de demissão. Professores que tiveram que dar aulas on-line e presenciais e funcionários da saúde que precisaram trabalhar muitas horas são apenas alguns exemplos.

Por fim, é preciso citar a questão da flexibilidade nas empresas. Os trabalhadores não estão apenas em busca de salários competitivos, eles desejam que a sua rotina seja mais flexível, assim como as vantagens recebidas. 

Esse é o caso das demissões motivadas pela insatisfação com o retorno aos escritórios, por exemplo. Muitos colaboradores gostaram de atuar em home office e estão preferindo organizações que funcionem com esse modelo de trabalho.

Como lidar com a resignação no ambiente de trabalho 

Uma vez que a resignação está acontecendo dentro da empresa e já é possível identificar altos índices de rotatividade por demissões voluntárias, deve-se contar com o time de Recursos Humanos (RH) para reverter esse cenário.

Primeiramente, é necessário fazer uma pesquisa de satisfação e clima organizacional com os colaboradores a fim de entender o que está acontecendo. Essa pesquisa pode ocorrer de forma anônima, o que permite que os resultados sejam ainda mais precisos.

Uma vez que os problemas mais latentes são identificados, é preciso dar uma “resposta” às equipes. A transformação deve começar de cima para baixo, com atitudes diferenciadas por parte das lideranças, até que isso se reflita no comportamento esperado dos demais colaboradores.

Outra forma de lidar com a grande renúncia é com o oferecimento de benefícios e uma remuneração competitiva com o que está sendo ofertado pelo mercado, além de mostrar aos profissionais quais são os valores e propósitos da empresa. 

O colaborador deve poder dizer que está trabalhando em uma empresa relevante e que tem importância na sociedade. Somente assim ele terá a sensação de pertencimento que precisa para não deixar a empresa caso sinta o movimento de resignação começar à sua volta.

Maneiras de evitar a resignação 

A empresa pode evitar o fenômeno da resignação cultivando o seu clima organizacional, oferecendo boas condições de trabalho, incentivando os colaboradores com boas oportunidades de crescimento e fazendo processos de recrutamento e seleção que sejam direcionados para perfis mais engajados.

Outro ponto importante é a employee experience – ou, em português, a experiência do colaborador. Ela deve ser cultivada desde o começo da jornada do profissional na empresa e durante todas as etapas que ele percorrer.

O ambiente de trabalho deve ser saudável e ergonômico. Além disso, é preciso cultivar uma comunicação aberta e transparente. Quando há liberdade para opinar e ser ouvido, é muito menos provável que o colaborador peça demissão ou tenha uma insatisfação muito grande em relação ao seu local de trabalho.

Papel do RH na retenção dos funcionários em momentos como este

Enquanto o fenômeno “A Grande Renúncia” não dá as caras aqui no Brasil, o setor de RH das empresas deve, ao menos, ficar atento. O gerenciamento dos colaboradores durante a pandemia e a crise econômica fará toda a diferença quando novos postos de trabalho começarem a surgir.

É preciso se alinhar com as expectativas dos colaboradores para não correr o risco de perder bons funcionários durante a retomada do país. Para isso, o RH precisa encontrar soluções mais flexíveis nos formatos de trabalho, segurança, tecnologia e no pacote de benefícios, por exemplo.

Os benefícios flexíveis

Um incentivo que leva um bom profissional a não pedir demissão é o pacote de benefícios. Os salários não são mais o único fator de turnover. Atualmente, é preciso motivar e engajar os colaboradores de outras maneiras, como com o oferecimento de benefícios flexíveis.

Esses benefícios se adequam à realidade das equipes e das formas de trabalho atuais. Enquanto no modelo rígido temos um vale-transporte ou um vale-combustível, com um cartão de benefícios flexíveis, os funcionários podem escolher ir ao trabalho um dia de ônibus, um dia com o próprio carro e um dia com um motorista de aplicativo.

Isso também acontece com outros tipos de benefícios, como o de alimentação, cultura, desenvolvimento, saúde e academia.

Empresas como a Flash Benefícios oferecem essa solução em um cartão físico com a bandeira Mastercard. O RH insere e administra os benefícios por meio de uma plataforma digital e intuitiva criada com foco na tecnologia de RH 4.0, e os colaboradores utilizam o seu cartão de benefícios em milhões de estabelecimentos!
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